quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Poema

Para fechar o décimo terceiro post do mês (repara a contagem mês a mês... um mês são 12 posts e no outro são 13... não me pergunte o motivo! Não sou supersticiosa e no começo nem foi proposital, mas depois que notei isso tenho mantido assim... rsrsrs... vai saber!)

Lendo um livrinho de poemas de Cássia Janeiro, com apresentação de Rubem Alves me deparei com este belo poema e quero compartilhar aqui!

Chuva

Há dias que chove dentro de mim.
Não uma tempestade,
Mas uma garoa fina e fria que me
Toma de assalto.
Nesses dias a vida sofre para viver.
Nada pode ser feito,
Nada agasalha a alma doída,
Ao relento.
É antes uma névoa que me impede
A expressão,
Do que a ausência do que se pode
Expressar.
Em dias assim eu me recolho incompleta
E não me exponho ao sol,
Posto que seus raios não me penetram.
Em dias assim devo lembrar: isso passa.
Nesses dias, deixo-me chover e escoar.

2 comentários:

Ieda disse...

Adoro poesias e adorei esta !
Todas as poesias do livro são assim ?
Acho que vou comprar...

***GrAzI disse...

Oi Ieda!
Nao cheguei a ler todas... emprestei ele na biblioteca do banco e costumo ir lendo aleatoriamente... A maioria das que li trazem esse tom meio melancólico... triste... Mas bem bonitas e eu tô gostando!
Beijão